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AVALIAÇÃO DE LEVEDURAS SOLUBILIZADORAS DE FOSFATO

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  • Laura Vitória Francisco Unespar
  • Julia Matheus Fundação Oswaldo Cruz
  • Josiane Aparecida Gomes Figueiredo Universidade Estadual do Paraná - Unespar

Resumo

A procura por Microrganismos Solubilizadores de Fosfato (MSP) se faz necessária para uma agricultura sustentável visto que, o fósforo (P) é um dos macronutrientes mais importantes para as plantas, tanto a nível molecular quanto a nível morfológico. Contudo, sua disponibilidade é baixa, correspondendo a apenas 0,1% de todo o fosfato encontrado no solo. Esse estudo selecionou leveduras da Coleção de Cultura do Laboratório de Genética Molecular e Microrganismos (LAGEM) da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) para análise da capacidade de solubilização de fosfato inorgânico em meio de cultura sólido e em meio líquido. Foram testadas 19 leveduras em meio de cultura fosfato simples (FS) (10 g glicose; 0,6 g de (NH4)2SO4; 0,4 g KCl; 5 g Ca3(PO4)2; 15 g de ágar e 0,5 mol KH2PO4) durante 7 dias a 28 °C em estufa BOD para avaliação de crescimento e halo de solubilização. Em meio FS líquido, sem adição de ágar e pH ajustado para 7,2 foi avaliada a variação de pH após 14 dias de incubação a ±26,3 °C e 120 rpm. Os testes foram realizados em triplicata. Das 19 leveduras testadas, todas demonstraram crescimento da colônia em meio FS sólido, 7 (36,84%) apresentaram índice de solubilização baixo (IS<2) e 12 (63,15%) índice de solubilização médio (IS<4). Foram escolhidos oito isolados com IS médio (R1A1, R1A2, R1A3, R1B3, R1B4, R2A2, MA1, MB3) para avaliação em meio líquido. Todos os isolados apresentaram queda no pH, inclusive o controle negativo (6,0). Cinco deles apresentaram pH inferior ao controle positivo (4.98), sendo R1A1 (4.96), R1A2 (4.94), R1B4 (4.93), MA1 (4.16) e MB3 (4.61). Os isolados R1B3 (pH 5.30) e R2A2 (5.52) também apresentaram queda, tendo os menores desvio padrão (0.382, 0.0887 respectivamente). A variação nos resultados sugere diferentes níveis de eficiência na solubilização de fosfato, tanto em meio sólido quanto líquido, podendo indicar uma variabilidade genética dos isolados, fazendo-se necessário
a avaliação da concentração de fosfato livre por espectrofotometria, bem como a identificação molecular dos mesmos.

Biografia do Autor

Julia Matheus, Fundação Oswaldo Cruz

Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar), participei do Laboratório de Genética Molecular e de Microrganismos (LAGEM) da Unespar, trabalhando com protozoários patogênicos e identificação fungos. Mestranda em Biociências e Biotecnologia pela Fiocruz- PR. Atualmente participo do Laboratório de Pesquisa em Apicomplexa (LAPAPI) onde trabalho com poluentes e doenças infecciosas. Experiência com Biologia Molecular e Microrganismos

Josiane Aparecida Gomes Figueiredo, Universidade Estadual do Paraná - Unespar

Possui graduação em Ciencias Biológicas pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (1996), mestrado em Microbiologia, Parasitologia e Patologia pela Universidade Federal do Paraná (2006) e doutorado em Genética pela Universidade Federal do Paraná (2011). Atualmente é professora titular da Universidade Estadual do Paraná no Curso de Ciências Biológicas e professora permanente do Programa de Pós Graduação em Ciências Ambientais (Ambientes Litorâneos e Insulares PALI). Atua em pesquisas voltadas para a busca de componentes de interesse biológico em microrganismos encontrados no ambiente, com ênfase no Litoral do Paraná. É colaboradora na execução de atividades no programa Paraná Mais Orgânico no núcleo UNESPAR e também pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Ensino e Práticas Inclusivas (GPEPI), com linha voltada para a Formação de Professores e Práticas Pedagógicas no Ensino de Ciências e Biologia.

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Postado

2024-08-10

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