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ESPÉCIES NÃO NATIVAS EM COMUNIDADES BENTÔNICAS NO COMPLEXO ESTUARINO DE PARANAGUÁ

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  • Laize Felix Unespar
  • Marcella de Deus UNESPAR
  • Faruk Morato UNESPAR
  • Juliana Machado UNESPAR
  • Rayane Bueno UNESPAR
  • Luíza Nascimento Lopes UNESPAR
  • Alice Gomes UNESPAR
  • AGUIAR, S.O. UFPR
  • Rafael Metri UNESPAR
  • Pablo Damian UNESPAR
  • Ana Paula Alves Borba UNESPAR

Palavra-chave:

Bentos, Invasores, Criptogênicas.

Resumo

As comunidades bentônicas consistem em organismos que vivem associados ao fundo de ambientes aquáticos, desempenham papéis essenciais na manutenção da biodiversidade e na saúde dos ecossistemas. Contudo, a introdução de espécies não nativas, frequentemente transportadas por água de lastro ou incrustadas em cascos de navios, pode causar sérios desequilíbrios ecológicos. Elas competem com as espécies nativas e comprometem suas funções ecossistêmicas, causando impactos nessas comunidades, principalmente para a conservação e gestão ambiental. Este estudo tem como objetivo identificar e quantificar as espécies não-nativas nas comunidades bentônicas de fundos consolidados no Complexo Estuarino de Paranaguá (CEP). Para isso, cinco pontos amostrais foram selecionados no CEP, abrangendo os níveis supra, médio e infralitoral e mantidas em formol a 10%. No Laboratório de Biologia Marinha da UNESPAR, as amostras foram triadas e examinadas em lupas estereoscópicas, onde os organismos são separados em grupos taxonômicos, usando chaves de identificação e referências específicas. Após a identificação, os organismos são preservados em álcool 70% para análise a longo prazo. A análise dos dados amostrais considera abundância, diversidade e biomassa dos organismos, ajudando a compreender a estrutura das comunidades bentônicas. Ao todo, foram identificados 377 táxons, 10 em nível de Filo, 24 em Classe, 35 em Ordem, 67 em Família, 75 em Gênero e por fim, 166 a nível específico. Dessas, 72 foram nativas (43%), uma (1) endêmica (0,6%), 40 criptogênicas (24%) e 16 espécies sem dados (9,6%). Em relação às não nativas, 37 foram introduzidas, dessas 17 foram invasoras (10%). Para mitigar os impactos que essas espécies causam, é essencial implementar estratégias de gestão e conservação, por isso a manutenção das atividades de monitoramento no âmbito do licenciamento ambiental é tão importante para a proteção dos ecossistemas aquáticos.

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Postado

2024-08-21

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